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1
Seguindo viagem, e rumores se espalharam sobre o cavaleiro da lua lutando do lado de um Kuon, as pessoas interpretaram isso de várias formas diferentes, e algumas vezes eles foram expulsos de estalagens, pois os Kuons não eram bem vistos em alguns lugares, mesmo assim nenhum deles quis parar de viajar com Gante, que ficou muito grato por isso.
Para conseguir dinheiro eles começaram também a aceitar propostas de caça de monstros, o melhor nisso era Gante, que era o mais rápido dos três, e isso seria necessário logo.
- Ele está ali, vamos! - era Bill falando que tinha avistado o guaxinim mágico que eles tinham que pegar.
Seguiu-se uma perseguição intensa, Gante era rápido, mas o guaxinim era mais ainda, e agilmente desviava de todos os ataques que eram lançados contra ele, e no final, os três foram derrotados e se sentaram cansados enquanto o guaxinim observava de longe parecendo fazer troça deles.
Até que uma flecha veio voando e acertou no chão ao lado dos pés dele, Jim, Bill e Gante se viraram para ver quem havia disparado a flecha, e viram uma elfa, era Sara, ela veio até eles.
- Droga... eu quase... peguei ele.
- Sara, é você mesmo?
- Jim?
- Jim, você conhece ela? - perguntaram Bill e Gante ao mesmo tempo.
- Eu me encontrei com ela na infância, mas nunca pensei que fosse vê-la de novo.
- Vocês também... estão atrás... do guaxinim?
- Estamos, mas ele é muito rápido.
- POderíamos... nos unir... e aí... dividir a recompensa.
- Eu acho ótimo! - disse Bill, excessivamente rápido.
Então os quatro seguiram e voltaram a correr atrás do guaxinim, alcançaram ele perto de uma árvore, Sara soltou três flechas que explodiram do lado dele, mas o guaxinim devia ter proteções, pois escapou ileso, pulando para a árvore, Gante avançou e saltou na direção dele, mas o guaxinim era rápido demais mesmo para Gante, e se desviou jogando-se da árvore e desaparecendo nas moitas.
- Ele fugiu de novo - disse Jim, que chegava atrás deles.
- Esse animal é incrível - falou Bill - você já caçou coisas como ele? - perguntou para Sara.
- Já caçei... monstros bem... parecidos.
- Que incrível! - ele falou, continuando a conversar com ela.
Jim olhou para os dois com um sorriso. Gante veio até ele.
- Eu acho que consigo rastrear esse guaxinim.
- É mesmo!? - perguntou impressionado.
Sim, tem uma das minhas convocações que é capaz de detectar pessoas, eu acho que funcionaria do mesmo jeito para esse guaxinim.
- Então tente.
Gante se sentou e fechou os olhos, então estendeu a palma da mão para o ar e falou:
- Venha, senhora das caçadas. Venha, grande arqueira das florestas. Venha, Artemis!
E então um selo mágico que Jim não pode ver direito apareceu na mão dele e de lá saiu o ser que fora chamado, era uma pequena arqueira, com a aparência de uma criança, exceto que não parecia com qualquer criança nascida no mundo de Tria, suas cores eram vibrantes demais e suas formas pareciam com os desenhos que alguns artistas faziam. Ela carregava um arco e sorria, com um sorriso que nenhuma criança seria capaz de ter, um sorriso sábio, de centenas de anos de experiência.
- Ártemis - Gante começou a falar - precisamos encontrar um guaxinim.
Ela manteve seu sorriso, e saiu flutuando da mão de Gante, indo na direção para onde o guaxinim havia escapado, os quatro foram atrás dela, eles andaram até que o sol estava prestes a nascer. E aí Ártemis, que não havia falado uma única vez, apontou o esquilo, deitado no chão. Ele porém, percebeu a aproximação deles e se levantou para correr de novo, no mesmo momento que a luz invadia a floresta.
- A noite... acabou - disse Sara quando o sol nasceu.
- Nós passamos a noite toda atrás desse cara. - Disse Jim, cansado.
- Agora... acabou. - e Sara colocou três flechas no arco, elas começaram a brilhar.
- O que é...? - começou a dizer Gante, e aí Sara disparou, as três flechas tinham linhas de luz atrás que se enrolaram em volta do guaxinim, o prendendo.
- É poder... de Elfo do dia... pode ser usado... quando têm sol. - explicou Sara.
Os quatro se aproximaram do Guaxinim que para a surpresa de todos começou a falar.
- Caras, vocês são muito bons, até conseguiram me pegar. Mas agora, o que farão?
- Eu não sabia... que era racional - disse Sara - eu não caço... essas coisas.
- Concordamos com isso - disse Bill.
- Vocês vão me deixar ir?
- Claro... pode ir - disse Sara sorrindo.
- Muito obrigado por isso, nunca vou me esquecer de vocês, a propósito, me chamo Tanuki.
Depois que Tanuki foi embora, Sara se aproximou de Jim.
- Pra onde... você está... indo?
- Eu estou indo atrás do "mago", ele destruíu todo o grupo de mercenários que era a minha família.
- Eu... ainda tenho... que te agradecer. Então... permita que eu... me junte a sua... jornada.
- Eu gostaria muito, bem vinda. O que você acha, Bill?
- Eu acho perfeito - disse Bill, eufórico.
2
Após muitas andanças, os quatro presenciaram uma perseguição, vários guerreiros iam atrás de um jovem coberto por uma capa, Gante foi o primeiro a intervir, entrando na frente dos guerreiros.
- Deixe-nos passar, temos que matá-lo. - disse um deles.
- O Que foi que ele fez? - perguntou Gante.
- Ele... nasceu! - e os guerreiros atacaram, mas os outros vieram para ajudar e após uma luta rápida os agressores foram mortos, assim o jovem veio agradecer.
- Obrigado senhores, sem a ajuda de vocês eu não sei o que poderia ter acontecido - ele mostrou o rosto, e era Paulo, o bruxo que Jim havia conhecido!
- É você, o bruxo daquele dia! - disse Jim.
- Mais um conhecido do Jim? - perguntou Bill.
- Ah, sim. Eu me lembro, já fazem sete anos, eu quase não te reconheci. - Disse Paulo.
Após as apresentações serem concluídas todos pediram que Paulo explicasse o que havia acontecido, ele começou assim:
- Como todos sabem, existe uma profecia de que serão as raposas a destruir o mundo. Esses homens faziam parte da "finite", aqueles que acreditam nessa profecia, e para evitar que ela seja concretizada eles pretendem matar todas as raposas, e qualquer um que tenha sangue de raposa, como eu.
E ele levantou a capa e mostrou as duas caudas de raposa que possuí.
- Eu mantenho elas escondidas, mas eles sabem do meu sangue por conta dos olhos.
Os quatro pediram para ouvir a história dele, quando já estavam sentados num bar. Ele começou assim:
- Meu pai era raposa, e minha mãe era humana, um dia quando eu era pequeno...
Paulo corria pelos campos com agilidade que colocaria inveja em muitos guerreiros, ele não escondia suas caudas, e nunca havia visto outras crianças, pois seus pais moravam em reclusão, mesmo assim ele se divertia e era uma criança feliz. Suas noites eram divididas, em algumas delas, seu pai o ensinava sobre as tradições das raposas, além de outras coisas úteis, em outras noites sua mãe lhe contava histórias incríveis de heróis e heroínas, mas o que ele mais gostava eram as histórias de magia, especialmente sobre bruxos e bruxas, ele se perguntava se poderia aprender magia.
- Em uma conversa formal, com uma raposa, luz do fim é o maior elogio que se pode fazer, geralmente é usado em uma conversa com a raposa chefe.
E eram assim os ensinamentos que recebia de seu pai, lembrou-se, percebendo que tinha que voltar logo, mas ao chegar em casa, viu uma cena terrível.
Seu pai estava protegendo o corpo de sua mãe, enquanto vários homens o atacavam com uma variedade de armas, ele estava irado, suas cinco caudas se eriçavam, e ele atacava e matava todos que chegavam perto demais.
- Paulo! - ele gritou - fuja daqui! O mais rápido que puder!
Paulo ficou sem reação, mas ao ver seu pai ser atacado e soltar um grito terrível, ele correu, o mais rápido que pôde.
Ele viveu fugindo e comendo o que conseguia pegar, até que um dia estava dormindo na rua, quando um bruxo o viu e acordou-o.
- Qual o seu nome garoto?
- Meu... meu nome... é Paulo.
- Meu nome é Novus, por que você está dormindo aqui?
- Eu não tenho casa, meus pais foram mortos, eu não sei o que fazer - disse Paulo desesperado.
Novus o abraçou.
- Não se preocupe, eu vou te ajudar. Se você quiser eu te ensinarei magia também.
Paulo aceitou, e os anos seguintes foram felizes para ele, aprendendo magia, e vivendo com Novus, ele era um bruxo, um daqueles que convocam espíritos para fazer magia, e Paulo acabou demonstrando uma habilidade nata para isso. Dia após dia, Paulo treinava com diligência, enquanto ele e Novus viajavam, seu mestre era um antigo guerreiro mágico, que havia lutado em várias guerras e portanto deu a ele o treinamento de sobrevivência que os soldados recebem.
Nesse meio tempo, Paulo descobriu sobre os "finite" e sobre o motivo deles de irem atrás das raposas, mas mesmo assim não poderia perdoá-los pelo que tinham feito, ele ficava mais forte e seu mestre estava orgulhoso. Mas todas as coisas boas devem chegar a um fim, e um dia os finite conseuiram alcançá-los, e encurralá-los em uma casa abandonada.
- Paulo, fuja daqui!
O mestre Novus tentava segurar dezenas de guerreiros do finite na frente da casa.
- Não mestre! Eu não quero que você morra!
- Eu não vou morrer aqui, você não completou o seu treinamento ainda, agora vá! Nos encontraremos de novo!
Nesse momento Novus criou uma imensa bola de fogo e fez ela explodir.
- E eu fugi dalí, agora eu estou tentando me livrar desses caras, e encontrar o meu mestre.
- Nós estamos viajando juntos, pois eu estou querendo derrotar "o mago". Se você se juntar a nós seria uma grande ajuda na nossa busca, e com todos juntos seria mais fácil se defender contra aqueles caras.
Paulo pensou um pouco.
- Eu ainda devo a você por me ajudar naquele dia, então conte comigo.
E foi assim que o bruxo Paulo se juntou a eles.
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