domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Mago e a Vampira: Capítulo 2 - A Cidade de Jojo

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Vítor sabia que só seria necessário encontrar uma hospedaria local para conseguir informações a respeito de Lúcia, então ele perguntou pela cidade até encontrar uma pessoa que lhe indicou o caminho para a "Hospedaria do Klein".

Lá dentro, Vítor conversou com várias pessoas que estavam sentadas bebendo chá. Cada uma delas tinha uma coisa diferente para dizer. Uma velhinha havia acabado de deduzir o culpado de um famoso assassinato e estava explicando seu raciocínio. Um historiador e sua aprendiz tentavam achar uma forma de contar de forma organizada uma história complexa envolvendo diversos personagens e eventos. E um explorador estava falando de algumas ruínas que havia enconttrado, que possuíam tesouros fabulosos mas eram habitadas por monstros horríveis. Essa última interessou Vítor, e ele tomou nota para dar uma olhada naquele lugar mais tarde.

Com algum trabalho, Vítor conseguiu encontrar uma pessoa que estava disposta a falar a respeito da vampira que protegia a cidade. Era uma empregada da hospedaria que tinha dezesseis anos mas parecia ter dez, e havia nascido e crescido naquela cidade. Seu nome era Nora.
- Acho que a primeira coisa que se deve dizer a respeito de Lúcia - começou Nora - é que as pessoas daqui são muito gratas a ela.
- Por quê? - perguntou Vítor, enquanto comia os biscoitos que ela havia oferecido.
- Ela chegou aqui três anos atrás, numa época em que era muito difícil de se viver nessa cidade. Tem três reinos ao redor daqui que desejam dominar esse lugar, pois seria uma posição estratégica vantajosa contra os outros dois, então essa cidade era um campo de batalha constantemente.
- Eu entendo.
Vítor entendia mesmo, ele já vira cidades assim, e geralmente isso durava até que todas as forças inimigas fossem exterminadas ou assimiladas por um mal muito maior.
- Eu me lembro muito bem de quando ela chegou, era uma noite escura e tempestuosa, e apareceu uma carruagem imensa sendo guiada por um homem estranho, ele pediu pousada aqui, e o chefe respondeu que não seria possível pois todos os quartos estavam ocupados por feridos.
- Foi então que um esquadrão do exército de Derry e um esquadrão do exército de Solvam se atracaram nas fronteiras da cidade. A luta foi terrível como ela sempre era, espadas se chocando contra escudos, usuários de magia disparando bolas de fogo em formações e palhaços distribuindo balões explosivos. As pessoas fugiam aterrorizadas, procurando um lugar seguro, e eu rezava pra não morrer.
- Hm... - parecia mesmo horrível, era o que passava pela cabeça de Vítor.
- Então, Lúcia desceu da carruagem, e eu só precisei de uma pequena olhada para ver que ela era forte, principalmente quando ela olhou para o céu e as nuvens acima dela se clarearam, revelando a lua por trás delas. A luz da lua banhou o corpo dela, fazendo-a brilhar como uma pérola. Além disso, as roupas dela eram muito bonitas.
Naquele momento, Vítor desejou ter estado lá para ver aquilo.
- E aí ela simplesmente foi até o lugar onde estava ocorrendo a batalha e deu uma surra federal em todos os soldados que estavam lá. Eu nunca tinha visto nada parecido.
- Certo - disse Vítor - continue.
- Quando ela voltou, todo mundo se reuniu na praça da cidade para ouvir o que ela tinha a dizer. Alguns temiam que ela fosse maligna, mas nós já tínhamos sido governados por um lorde maligno antes, e tudo ficava bem contanto que nós não ficássemos no caminho dele, então as pessoas estavam esperançosas.
- Entendo.
- Nós ficamos surpresos quando ela disse que ia construir uma mansão no topo da colina e que se nós estivéssemos precisando de ajuda era só tocarmos o sino na base da colina. Em troca ela só queria privacidade e suprimentos.
- Então é isso...
Vítor pensou um pouco, ele sempre fora muito impulsivo, não ia começar a mudar agora, então simplesmente perguntou:
- Quando ela recebe suprimentos?
- Uma vez por mês. A próxima vai ser amanhã.
Vítor decidiu que estava na hora de fazer uma visita a Lúcia. No dia seguinte ele andou pela cidade até encontrar o que procurava. O carregamento de suprimentos que seria levado para a mansão na colina. Vítor falou com um dos carregadores, que se chamava Lázaro.
- Vocês estão levando esse carregamento para a mansão na colina?
- Sim.
- Posso ir junto?
- Você é aquele cara que derrotou o monstro ontem, não é? Pode sim.
Então Vítor, Lázaro e outros cinco carregadores subiram na carroça que estava carregando os suprimentos. Vítor se perguntou qual era a necessidade de tantas pessoas para um trabalho que poderia ser realizado por apenas uma, mas ele logo descobriria.

No meio do caminho Vítor se surpreendeu quando a carroça parou e os seis carregadores desceram, eles formaram um círculo e levantaram as mãos.
- O que estão fazendo? - perguntou Vítor.
- Estamos decidindo quem vai ter a tarefa de levar o carregamento pelo resto do caminho - disse Lázaro.
- Quer dizer que nem todos vocês vão pra lá?
- Tá doido? Aquele lugar é muito assustador, ninguém quer ir pra lá, então nós decidimos quem vai jogando par ou ímpar americano.
- Se é esse o caso, eu me ofereço pra fazer isso.
- Sério?
- Claro, eu estava mesmo querendo ir pra lá.
- Você é doido - disse outro carregador, com um sorriso nos lábios - vai nessa.
Então os carregadores agradeceram e deram instruções de como chegar até a mansão para Vítor, indo embora em seguida.

Vítor já tinha um pouco de experiência guiando cavalos, então a viagem dele foi simples. Depois de um certo ponto o cavalo começou a ficar inquieto, mas ele era bem-treinado e já tinha feito aquilo antes. E então Vítor viu a mansão.

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Um comentário:

  1. Cara, eu ri de novo. TODO MUNDO TEM 16 ANOS NESSA DROGA. E...A cena dos palhaços lançando explosivos foi...Completamente difícil de descrever. Sim, eu gosto desse tipo de comédia. Próximo capítulo!

    Klein. Mano, que paródia de RPGs com hospedarias onde tudo-que-você-precisa-saber-está-aqui.

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