A primeira coisa que qualquer geógrafo te diria sobre o mundo de Laplace, é que ele é plano. Mas ele não é um disco horizontal que flutua no espaço ou é carregado nas costas de uma besta cósmica. Laplace se assemelha mais com uma parede, uma parede de proporções astronômicas que é transversal em relação a praticamente todos os movimentos cósmicos.
Uma parede banhada pela luz de uma estrela, e cujo ciclo de dias e noites é regulado pela lua que se move de um lado para o outro, causando eclipses em todas as partes do mundo pelas que ela passa.
Laplace tem uma grande variedade de climas, desde desertos vulcânicos onde o ar queima, até zonas glaciais de temperaturas tão severas, que a própria gravidade congela. A maior parte disso não acontece devido ao ciclo lunar, mas sim por causa de influências muito mais locais. Grandes criaturas cujas auras alteram o ambiente ao redor, ou campos eletromagnéticos criados por cidades tecnológicas.
De fato, em alguns casos, as influências sobre o clima são tão poderosas, que é possível encontrar dois biomas radicalmente diferentes lado a lado, como uma floresta pulsando de vida e uma planície estéril.
E obviamente, a grande variedade de ambientes resulta em uma variedade ainda maior de seres vivos. Não apenas as plantas, animais e fungos usuais, mas também mineirais vivos, criaturas de pura energia e seres parte animal, parte vegetal, entre outros.
Os potenciais ecossistemas onde esses seres se encaixam são inúmeros, e eles ficam ainda mais complicados devido as outras influências locais, levando a existência de situações aparentemente impossíveis, tais como um ambiente com mais predadores do que presas disponíveis.
Em consequência disso, existem diversos seres inteligentes, não apenas os normais, como humanos e anões, mas também anoros e lobos eslavos, dentre outros, assim como uma grande prevalência de híbridos.
Falando nisso, geneticistas garantem que não existe mais algo que se possa chamar de "raça pura", sendo que todos possuem genes de várias raças em seu DNA, os genes mais comuns são os humanos, e de fato, vários biólogos acreditam que a habilidade de gerar híbridos é algo que vem dos humanos.
Outros seres inteligentes notáveis são alguns grupos de espécies cujos membros normalmente não são conhecidos por viver em sociedade, como mantícoras e quimeras, e outras cujos membros normalmente não possuem inteligência o bastante para tanto, como ursos.
Em se tratando de influência no mundo, os dois grupos mais poderosos são A Irmandade da Ordem e As Crianças do Caos. Esses dois grupos seguem Ordem e Caos, os deuses supremos do mundo de Laplace, o primeiro se dedica a fomentar a construção de cidades e reinos, enquanto o segundo se dedica a fomentar a destruição deles. Esses grupos são os responsáveis pela instabilidade do mundo de Laplace.
As cidades em Laplace geralmente duram apenas algumas dezenas de anos, crescendo, se desenvolvendo e decaindo extremamente rápido. Então a imagem do mundo de Laplace não é definida por elas, mas sim pelas grandes organizações. Tais como a Anatech, a companhia de construção que praticamente controla o mundo, e o Sindicato dos Magos, uma união de todos os usuários de magia notável por sua neutralidade.
Isso não significa que não existam cidades importantes, porém. Ninguém sabe o motivo, mas algumas cidades conseguem permanecer de pé através das eras. Tais como Talifrais, a cidade dos guerreiros. E Azukidori, a cidade flutuante mercantil.
As cidades normais se desenvolvem imensamente rápido, mas elas não se desenvolvem de maneira igual. Algumas cidades se tornam metrópoles futuristícas cheias de robôs e tecnologia avançada, outras atingem seu ápice como giga-áreas urbanas com diversos submundos abaixo da superfície, ainda outras acabam parecendo com cidades grandes do mundo humano, só que contendo super-heróis e/ou outras coisas sobrenaturais, e cujo desenvolvimento está congelado por razões variadas. E essas são apenas variações baseadas em Tecnologia.
Existem também outros tipos de variações, como as baseadas em Magia, com cidades repletas de seres mágicos e com instrumentos mágicos tomando o lugar da tecnologia. Existem também as mistas, como algumas conurbações de cidades com Estilos totalmente diferentes, que podem se tornar locais de desenvolvimento de tecnologia combinada.
Voltando a falar dos submundos, existem muitos deles, mesmo que em outros lugares os habitantes desses submundos andem livremente. Existem submundos de artistas marciais, seres sobrenaturais, conspirações governamentais e muitos outros.
E em um mundo como esse, é óbvio que existiriam problemas variados, incursões de seres interdimensionais apelidados de "demônios" que são sempre derrotados mas nunca desistem é um dos problemas principais, mas nem de longe o maior. Essa honra vai para Kali.
Kali é uma maga com a aparência de uma menina humana com o rosto perpetuamente sem expressão, ela não envelhece e suas origens estão perdidas nas areias do tempo, seus objetivos são obscuros, mas destruição e terror acompanha ela onde quer que vá.
Kali foi derrotada diversas vezes por grupos de heróis poderosos, em algumas das batalhas mais titânicas da história de Laplace, mas ela sempre retorna anos depois, e vários desses grupos de heróis tiveram fins trágicos, como a morte, ou pior, passar para o lado de Kali.
Pois a mais terrível habilidade de Kali não se trata dos poderes mágicos dela, nem mesmo da imortalidade. É o carisma, a habilidade de atrair grandes quantidades de seguidores, que chamam a si próprios de Culto de Kali. Dizem que, quando Kali destrói uma cidade, das ruínas saem novos seguidores para ela.
E existem problemas menores, reis sedentos de conquista, cientistas malucos que abandonaram a moralidade em favor de suas experiências, bestas enlouquecidas...
E para lidar com esses problemas, existem os heróis. Heróis grandes e pequenos, lendários e efêmeros, heróis de todos os tipos. Aventureiros são o tipo mais comum de heróis, pois eles parecem ter uma tendência a atrair problemas, mas também existem protetores de cidades, mercenários e muitos mais.
Entre os heróis mais conhecidos estão Arthur Bellevere, o Mago das Lágrimas, e também Raro Megila, Flagelo dos Abissais. Os Madou são toda uma organização de heróis cuja missão é proteger.
E mesmo sem contar os heróis, guerreiros são extremamente necessários no mundo de Laplace. Guardas em locais de extração de minerais ameaçados por monstros, caçadores de recompensa que lidam com criminosos que a lei comum não consegue lidar, escoltas para viagens através de áreas hostis...
O resultado de tudo isso, é que Laplace é um mundo de aventuras, uma terra conhecida por seus heróis e vilões. Um mundo onde qualquer pessoa pode acabar mudando a história. Assim é Laplace.
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